Mas dessa vez...

Você prefere ouvir a verdade, 
ou ouvir a mentira que quer que te contem?
A verdade dói mesmo,
Foi e sempre vai ser a coisa mais dolorosa, a coisa que mais machuca.
Já a mentira parece um caminho mais fácil, mais leve...até você abrir os olhos.
Você escolhe o caminho que segue, mas sempre tem em mente que uma hora a verdade vem, você querendo, ou não.
As vezes demoramos a ver o certo, a ver oque realmente devemos fazer, e até lá, só deus sabe o quanto seu coração vai estar desgastado, o psicólogico acabado, e a alma em pedaços.
E vale de tudo isso? Vale a pena perder a essência por alguém que não te enxerga? 
Se contentar com a realidade momentânea é, ainda mais doloroso que abrir os olhos.
De repente, um dia qualquer você acorda, e tudo volta ao normal.
Você sente de novo, o sangue ferve, o peito dói, a agitação....pensar na hipótese te corrói, te ocupa e te prende de crescer, te faz pra sempre uma criança indefesa chorando por atenção, refém de um sentimento de proporções astronômicas, um sentimento autodestrutivo.
As lágrimas escorrem, sem controle algum, apenas, escorrem...ou...
Ou você sente o choro entalado na garganta, e dói como se alguém estivesse arrancando tudo de você.
E está.
Todas as memórias, elas não vão, elas nunca vão.
Memórias te acompanharão o resto da vida, até fazer 80 anos e esquecer o próprio nome, até o fim, a decadência humana, o regresso, a solidão.
Perder alguém não é a parte mais dolorosa,  a parte mais dolorosa é deitar, levantar, andar, comer...respirar lembrando de tudo, de todos os momentos, do significado daquilo pra você, da pessoa que ele era quando vocês estavam juntos, e da pessoa que você jamais vai ver de novo, não do mesmo jeito.
Não existe um jeito certo de viver uma pessoa, de viver um momento.
Não existe um jeito certo de se relacionar, nem de guardar as lembranças, só existe o agora.
O passado já aconteceu, e mesmo que ainda esteja ferida, você precisa continuar, precisa olhar pra frente, mesmo com um vazio no peito.
E então, essa sim é a pior parte, lutar todos os dias para guardar momentos, sentimentos e energias que você pôs naquilo, dentro de uma caixinha, e deixar no fundo.
Nunca vai parar de doer.
Nunca.
Não tem dois nem três caminhos depois disso, tem uma linha reta entre viver e lembrar, não pode deixar de fazer nenhum dos dois, sem acabar com o equilíbrio natural da sua vida, ou do seu fracasso.
Eu seria hipócrita se encerrasse aqui, sem dizer que eu não sou essa pessoa.
Eu não esqueço, nao guardo, não sigo, mas eu não paro.
Carrego comigo todos os dias o peso das preocupações, das frustrações, das crises e da ansiedade.
A sensação que me oprime e sufoca é a mesma que me enfurece.
A raiva, a vontade de deitar no chão e chorar, o instinto de ir até ele, de dizer oque eu sinto, os momentos de lucidez, inquietude, distração, a vontade de ter controle sobre aquilo, de evitar me ferir, mas principalmente a vontade de deitar no teu peito e chorar, como já fiz outras vezes, mas dessa vez seria diferente...

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