Escorrendo entre meus dedos
Cada célula, cada osso do meu corpo, cada movimento, cada pensamento pede por ele.
Sempre, a todo o momento.
Quando vai embora, me dissipo em meio às lágrimas.
Não sei como parar isso, e as vezes até me convenço de que não o sinto mais, mas volta...
Sempre volta.
Assim como ele.
Nesse momento sinto que nada do que eu faça pode afastar ele, sinto ter ele nas mãos, mas ma verdade ele me escorre entre os dedos.
Não temos garantia de que as pessoas serão "nossas pessoas" pra sempre.
A qualquer momento podem ir embora, podem achar alguém melhor que você, e não duvide, sempre tem alguém melhor.
Não entenda errado, você não é insuficiente, apenas tem que lidar com o fato de que as pessoas nunca estão satisfeitas com suas conquistas, com as coisas que tem.
Por isso devemos sempre estar dispostos à perda.
Dispostos a dizer adeus, dispostos a abrir mão quando não há mais esperança.
Digo, quando se está tão machucado que se sabe que não valhe a pena lutar mais por aquilo, se sabe que independente dos futuros acontecimentos, a maneira como aquilo te machucou vai ficar guardada no peito, pra sempre.
Vai ser eternamente uma rachadura na sua alma, um espinho no pé.
Você deixou aquela pessoa escorrer entre os dedos.
Mas deixou porque?
Deixou porque desistiu de lutar por ela, ou deixou porque ela te deu um belo espinho no pé de presente?
O dia que tiver que abrir mão de alguém por si mesmo, vai entender a dor que é.
A dor que é não sentir o cheiro, não sentir o toque, mas sentir a falta...