Um dia eu descubro um nome para esse texto tão cruel
Sabe, eu sempre soube que você me machucaria, até porque te busquei em um momento da tua vida onde eu te conheci beirando a loucura, e eu estava triste, justamente por ter sido magoada.
Magoada, partida, decepcionada, trocada, substituída, submetida, prejudicada, abandonada, traída, furiosa, estilhaçada...eu te procurei.
Te procurei no momento mais vulnerável da minha vida, até então.
Me apoiei em você, esperando que não me deixasse, e sinto que está o fazendo.
Até você chegar e fazer muito pior.
Até você levar embora uma parte da minha sanidade mental, da minha essência, e me deixar amargurada com a outra.
Até você chegar, e transformar minha vida em insegurança, em desconfiança, em melancolia.
E no fundo, eu também sabia as respostas para perguntas as quais eu me fazia em relação a nós.
A ti.
Eu sei que com poucas palavras bem escolhidas tu me destrói, e também sei que tu faria isso sem problema.
Então eu cansei de me perguntar "pq ele fez/faz isso?" "Será que ele faria tal coisa?" "Sera que ele se importa?", agora eu me pergunto "sera que me machuca?" "Sera que me faz bem?" "Sera que eu devo ir?".
Mas ainda não me acostumei com esse modo de pensar, as vezes eu escorrego, as vezes dói, as vezes sou pega de surpresa.
O fato é que você me deixou ir com mais facilidade do que eu empurraria um indesejado para fora da minha casa.
Você foi nascido na soberba, criado na discórdia, e na esperança de enaltecer teu ser, se criou um monstro.
Sem sentimentos, sem coração.
Um que gosta de se vangloriar por seus feitos, agindo como se fossem admiráveis atitudes, escolhas.
Mas todos sabemos que mudanças são necessárias para o autodesenvolvimento, e eu acredito estar nesse caminho.
Sempre em linha reta.
Continue a nadar.