24h

24h mergulhada em meus próprios pensamentos, e assim o dia se acaba.
Acordo na cama e, ao fim do dia me dou conta de que permaneci ali as 24h mais torturantes da minha vida.
Mas não é a primeira, e cabe a mim deduzir que, nem a última.
De que jeito se muda algo que não pode ser mudado? Como evitar o inevitável?
Os escapes já não funcionam mais, e eu sei que perante as circunstâncias a minha única opção é pensar, pensar, e pensar.
Eu preciso fugir da minha própria cabeça, fugir de mim por que desaprendi a lutar, desaprendi a lidar, a caçar e manter a cabeça erguida.
Eu tenho que caçar.
Eu devo caçar, e não me entregar ao caçador.
Aprender a lidar com a vulnerabilidade é necessário e eu não supro essa condição.
Meus olhos já enjoaram do tom branco pálido das paredes do meu quarto, e a luz forte que entra pela janela.
E eu já cansei de acordar com o corpo doído de passar meu tempo na cama, e a luz batendo em meu rosto, me arrisco a dizer até que o som do ventilador já me é familiar.
E é assim, quando me dou conta volto ao início, o reinício do mesmo dia várias e várias vezes.

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