Doce setembro
A tua alma abriga
O inimaginável,
E o teu corpo tolera
O intolerável.
O vento que bate no teu rosto,
Melancólico,
Indisposto,
A causa da tua dor,
E também do teu alvoroço.
O som que te tira a paz,
O pânico que te traz,
E os olhos a observar
O que não te satisfaz.
Assim como a água que corre solta rio abaixo,
Teu sofrimento é serteiro,
Escondido dentro de ti
Te causando,
Sempre,
Um forte receio.