Magnífica estrela
Pela janela as estrelas brilham.
Eu gosto de as observar enquanto me banho,
Ser uma estrela deve ser algo a se contemplar eternamente, ou a se temer completamente.
O brilho radiante e fortemente influente,
E a doce distância melancólica entre variados astros,
Aos quais nem se tivessem o dom de reproduzir palavras
Poderiam ao menos solicitar a companhia do outro.
O espaço em si é solitário,
Mas há algo na solidão que me encanta.
Talvez o fato de haver paz...
Algo bem difícil de se encontrar hoje em dia.
Algumas pessoas temem até os dentes que fiquem solitárias,
Mas solidão é um termo muito relativo,
Se considerado ao dossiê de estrelas e a virtude em estar entre elas,
Veja só,
Brilhando e em paz.
O que mais se deve querer?
Imensos e flutuantes feixes brilhantes iluminando nada mais nada menos que uma vida,
Uma a qual tudo que deseja é um período só.
Há dois interiores que faltam dentro do ser humano.
O primeiro é aquele que aprecia a propria companhia,
Aquele que deseja ter um espaço para si,
E dentro de si.
Um que não haja agitação,
Apenas paz e tranquilidade.
Um em que você se sinta seguro e imune a tudo e todos.
O segundo é o que aprecia as estrelas,
Tanto quanto um caçador aprecia sua caça,
Tanto quanto um competidor aprecia seu troféu,
Tanto quando um filho aprecia a mãe.
Uma estrela
Apenas pelo fato de ter um brilho seu,
E somente seu,
Se torna vitoriosa, algo a se admirar.
Uma coisa tão irrelevante no cotidiano,
Mas tão necessária e valorizada pelo complô da ordem natural,
Tão simples aos nossos olhos, aos olhos ignorantes,
Mas tão extensivamente complexo e vital para quem vê além do aqui e do agora.
Para quem vê além de tudo.