De baixo do verde salgueiro
E do teu lado perdido,
Obscuro,
Triste e desentendido...
Nasce uma flor,
Que habita um jardim ensolarado
E serteiro,
Absorve cuidadosamente a água,
De baixo de um verde-vivo salgueiro.
Nasce um poeta,
Cuja alma é sofrida
E carrega uma sombra
Pesarosa,
Mas destemida.
Nasce um rio,
Que corre solto pelas vias.
Se renova a cada instante
Com uma nova água sadia.