De tantas guerras tu és mil em uma
E esse fúnebre direito de colocar e tirar pessoas da vida de outras, como vai?
E esse pesar de consciência, dói?
E esse gosto amargo de arrependimento na boca, arde, queima, clama?
E essa culpa que carregas, já serviu de lição, ou ainda não?
E todas essas vezes que você não se importou, agora só quem precisa de ti, que te restou?
E esses talhos no seu corpo, são marcas de quantas guerras?
Que de rasteira vem, e seus ossos te quebras?
Deixadas pra trás,
Abandonadas,
Quantas vidas precisaram ser sacrificadas?