No escorregar das lâminas
No escorregar das lâminas,
Faíscas nascem,
E morrem.
No perfurar das mesmas,
A penumbra de sentimentos
Se desvanece,
Consumindo todo o calor do meu corpo.
Uma sensação de imenso vazio me atinge,
Ao sentir o suave toque pontiagudo em minha pele fria.
E eu caio.
Me encontro em uma dura realidade,
Cujo véu que cobria o envenenamento vital,
Já caiu.
Agora eu vejo.