A música

Eu ouvi uma melodia atraente.
Era ela
A música.

A mesma música
AQUELA música.

A música que ele me dedicou, 
Que eu guardei dentro de mim como minha.
Mas pra ele não significava tudo isso.

Ouvir ela me da vontade de chorar,
Saber que essa música não é pra mim.
Mas eu me pergunto se eu ainda não sinto nada.
Devo sentir.
Provavelmente sinto.
Uma pequena porém poderosíssima faísca dentro do meu peito.

Já ouvi a frase -você vai se apaixonar de novo, não é nem a primeira nem a última vez- eu acreditei, 
E de certa forma está certo.
Mas por outro lado está errado.

Eu vou sim me apaixonar de novo, 
Mas eu sei que nenhum será como ele.
Ele foi demais pra mim.
Ele era areia demais pro meu caminhão.
Mas eu tentei né?
Saí com a carga quebrada, e a cara também. 
Ele ainda é areia demais pro meu caminhão.

Oque eu acho mais doloroso,
É que ele me deu e me tirou esperanças da primeira vez.
Tá certo que doeu muito,
Eu cai,
Mas tinha pessoas me ajudando a superar o vazio e a falta de vontade de fazer tudo, e ver todos.
Aparentemente "superei" ele, 
Mas ainda sabia que eu estava literalmente comendo na palma da mão dele.

Quando ele acendeu a faísca que já me queimava dia após dia, 
De novo.
A faísca acendeu,
Virou brasa,
E ele esfriou.
Achou alguém que mantinha ele aquecido, 
Alguém que ele gostava tanto quanto eu gostava dele.
E eu? Bom, 
Repeti o processo.
A diferença é que dessa vez foi sozinha.
Não tinha mais as pessoas que eu tinha antes.
Estava sozinha.
Foi mais difícil,
Foi mais fundo,
Foi mais doloroso.
Além de sofrer por ele, 
Sofri por pessoas que eu amava mas que também não era recíproco.

Mas cá estamos.
Eu consegui não consegui?
Mas de uma coisa eu tenho certeza.
Nenhum foi igual a ele.
Nenhum.
E....
Aquela música....Bom, 
Ela ainda me da vontade de chorar.
2 anos nessa função, 
2 anos de recaídas por ele.
Ainda dói.

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