viva o inexistente, viva a nós
No desenrolar da fita,
No decorrer da história,
No passar do tempo.
No desenrolar das mortes.
No decorrer dos restos mortais.
No passar dos ventos inebriantes,
Cujo véu que cobre o veneno da realidade,
Já caiu.
Depois que as águas correrem rio abaixo,
Depois de sermos contaminados pelo vírus volúvel da frieza decadente,
De único e exclusivo uso da raça humana.
Nos sentiremos em paz.
Há pessoas que não merecem ela.
E há pessoas que não merecem ela,
Mas tem a sua disposição.
A frieza que carregas contigo,
É inexistente aos olhos de quem vê?
Creio que não.
O que achastes da bendita quarentena?
Fútil ou suficientemente precisa?
Quando tudo acabar,
Nos sentiremos em paz,
E daremos a paz
Aos que não sentiam.
Viva ao inexistente.
Viva a nós,
Devo dizer.