Grito de socorro
Te grito,
Mas você não parece me ouvir,
Tento lhe explicar,
Mas você não para de falar.
Vem me ameaçando,
Dizendo coisas horrendas,
Meu bem não aguento mais,
Por favor se arrependa...
Ele me faz de brinquedo, me balança para cá e para lá,
Com uma faca afiada,
Ele vem me desfigurar.
Diz que mulher dele,
Não anda com batom.
Me bate do rosto diz pra abaixar o tom.
Lhe clamo piedade,
Mas ele continua a ignorar,
Meu amor eu te imploro,
Não me faça pagar.
Ele finge ser simpático,
Mas no fundo não tem sentimento.
Eu peço que ele seja rapido,
E que não haja sofrimento.
Ele me apunhala,
Me deixando lentamente zonza.
Me bate uma última vez e me chama de sonça.
Eu fico ali deitada,
Pensando onde me meti,
Meu amor eu lhe imploro,
Por favor me deixe ir.
Ele me olha uma última vez.
E me chama de vagabunda.
Diz que ele que manda,
E que eu deveria levar mais uma tunda.
Ele me tira a vida, e segue a sua.
Não foi julgado ou condenado,
Ele achou mais uma burra.