Drogas ao meu dispor
Eu posso querer.
Eu posso não querer.
Minha vontade não importa.
Isso me vicia,
Eu luto contra,
mas a vontade de ter
E maior que a vontade de largar.
O modo como me faz sentir diferente,
Esquecer de tudo,
De todos,
Ser apenas um átomo,
Indiferente aos olhos ignorantes,
Desinteressante aos olhos dos burros,
E inexistente aos olhos dos cegos.
Me faz sentir livre,
Sinto que posso tudo e não haverá consequências.
Mas já está havendo.
É culpa dela, ela me vicia.
É culpa das drogas ao meu dispor.